O Brasil alcançou um marco histórico no rendimento médio dos trabalhadores, com o valor chegando a R$ 3.378 no trimestre encerrado em fevereiro de 2025. Este é o maior valor já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que começou em 2012.
A alta de 3,6% no rendimento médio em relação ao ano anterior reflete um momento positivo no mercado de trabalho brasileiro, com o recorde anterior, registrado no trimestre encerrado em janeiro de 2025, alcançando R$ 3.365. Os valores apresentados pelo IBGE são deflacionados, ou seja, levam em consideração a inflação acumulada no período, proporcionando uma análise que reflete o real poder de compra dos trabalhadores.
O levantamento realizado pelo IBGE considera todas as formas de ocupação, abrangendo tanto empregos com carteira assinada quanto sem carteira, além de ocupações temporárias e autônomas. Dessa forma, o dado reflete a renda média da população economicamente ativa com 14 anos ou mais.
Outro dado importante apontado pela pesquisa foi a taxa de desemprego, que ficou em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro. A combinação de um rendimento recorde com uma redução gradual no índice de desemprego sinaliza uma recuperação econômica, ainda que tímida, após os desafios enfrentados em anos anteriores.
Ainda que o rendimento médio tenha aumentado, é necessário analisar a distribuição dessa renda entre diferentes regiões e setores econômicos, bem como os reflexos diretos na qualidade de vida da população. O aumento da renda média não elimina desigualdades e nem garante que os ganhos sejam percebidos por todas as camadas sociais.
Afinal, de nada adianta a conquista de um rendimento médio elevado se os trabalhadores de baixa renda continuarem lutando para sobreviver com o mínimo.